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Como foi que você fisgou o coração dele?

Mônica Mastrantonio Martins


Como foi que você fisgou o coração dele? Se você sair por aí, entrevistando pessoas e fazendo essa pergunta verá que não existe regra a ser seguida. Cada caso é um caso
 
Tenho uma amiga que disse: “Quando ele entrou na sala de aula e abriu a boca para falar, pensei ele vai ser meu marido”. Dito e feito
 
Há outras histórias de “amor no trânsito”; isso mesmo, dá para acreditar que o trânsito de São Paulo possa ter seus momentos românticos? Quase impossível, não? Pois é, minha amiga conheceu seu marido, hoje pai de seus dois filhos em pleno engarrafamento, pedindo algo nem sempre politicamente correto: um cigarro! 
 
Outra colega disse que conheceu seu marido em um baile à fantasia. Ele era um árabe e ela tinha fixação por “As mil e uma noites”. Deu certo! 
 
Outra me conta que conheceu o “amor de sua vida” na fila do “super”. Isso mesmo: supermercado. Essa coisa chata que “dia sim, dia não”, a gente lembra que tem algo faltando e tem que dar uma passadinha por lá. Ele cedeu a vez porque ela que estava morrendo de pressa. Ela se derreteu toda...
 
Há histórias que começam na cozinha, na hora de passar o café; outras começam na cama e terminam na cozinha; outras em locais públicos e muitas em locais secretos. Há histórias que começam com uma troca de olhares, levemente mais duradoura do que o normal, outras com um simples e forte aperto de mão, outras com um selinho roubado, outras diretamente no ponto “G”. Tanto faz. Todas são apaixonantes
 
Há também histórias de desastres que deram certo, situações terrivelmente chatas que acontecem, como: a da amiga da minha mãe que se apaixonou pelo viúvo já no velório da recém-falecida mulher dele; a amiga que seria apresentada para um amigo e ele se apaixonou pela irmã dela; a história do pneu furado que virou um romance passageiro; do amigo de infância que ressurgiu das cinzas e pedindo dinheiro emprestado e assim vai. 
 
De qualquer forma, o que sabemos é que em poucos segundos: algo acontece e a gente passa a viver uma grande história de amor. Engraçado como essas coisas inesperadas, corriqueiras, quase que acidentais viram grandes histórias de amor. São milagres ocasionais. 
 
O mais importante ainda é que pesquisadores descobriram que casais que contam suas histórias repetidamente tendem a manter “a chama mais acesa”. Portanto, não a poupe! Outro ponto importante apontado nas pesquisas é que é também recomendável contá-la para seus filhos. Mesmo que, por ventura, o casal não mais estiver junto é importante saber que um dia estiveram perdidamente apaixonados e que as crianças são frutos desse amor! 
 
Afinal, cada um tem sua história de como é que foi que seu coração foi fisgado. Qual é a sua?

Comentarios

Por Joana - 2008-09-02 11:30:27

A minha foi na recepção de um escritório, nós dois estávamos esperando para ser atendido e ali começamos a conversar, rolou um clima e hoje, já estamos há três anos juntos. Dá para acreditar?

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Psicóloga, mãe e empresária; adora viajar, conhecer pessoas e culturas diferentes.

Mônica Mastrantonio Martins

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