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Higiene bucal das crianças: quando começar a cuidar?

Mônica Mastrantonio Martins


Os cuidados com a higiene bucal devem começar a partir do nascimento do bebê. Ao cuidar da boquinha do bebê, a mãe estará criando um ambiente sadio e ideal para a chegada dos primeiros dentinhos, além de motivar o filho a ter bons hábitos de higiene. 
 
Recomenda-se utilizar dedeiras de silicone, fralda ou gaze umidecida em soro fisiológico ou água filtrada para remover os resíduos de leite da amamentação. Além da higiene, estimula-se a mucosa bucal e o rebordo gengival com esta limpeza. Esta higienização deve ser feita somente uma vez ao dia, pois o leite materno é rico em anticorpos importantes para a formação do sistema imunológico do bebê. Assim que os primeiros dentes começarem sua erupção, a partir dos 6 meses, pode-se utilizar escovas de treinamento feitas de borracha que massageiam a gengiva e auxiliam na limpeza dos dentes. 
 
A partir de 01 ano, a higiene pode ser feita com escovas de cerdas macias, cabo emborrachado e cremes dentais sem flúor. A higiene na fase dos dentes de leite é muito importante porque crianças que apresentam cáries nesta fase têm mais chances de desenvolver novas lesões de cáries na dentição permanente.   
 
A erupção dos dentes de leite começa, na maioria das vezes, aos seis meses e se conclui até os três anos, totalizando 20 dentinhos. Quando os dentes estão para irromper, é normal o bebê salivar (babar) muito, e ficar irritado com o desconforto deste processo. Nesta fase, a utilização de mordedores e poderão afetar a formação dos futuros dentes do bebê, que iniciam sua formação entre a 5ª e 6ª semanas de gestação.  
 
O flúor é um componente químico que promove o fortalecimento do esmalte, sendo capaz de diminuir significativamente a cárie. Ao entrar em contato com a superfície do dente, o flúor se incorpora a ele, passando a fazer parte da sua estrutura. Existem duas formas de utilização: sistêmico (via oral) e tópico (aplicado sobre o dente). O sistêmico é ingerido e será incorporado ao esmalte durante sua formação. Está presente na água da maioria das redes de abastecimento dos municípios e nas águas comercializadas. 
 
Esta é a maneira mais efetiva e abrangente de prevenção. Por esse motivo, a suplementação de flúor em gotas ou comprimidos, não é necessária nem para crianças nem para gestantes, pois pode ocorrer a superdosagem de flúor. O flúor tópico é aquele aplicado diretamente sobre os dentes já erupcionados. Por ser aplicado sob a forma de bochechos, em gel, mousse e verniz no consultório, e também por meio de cremes dentais fluoretados durante a escovação. 
 
Crianças até 3 anos de idade devem utilizar cremes dentais sem flúor para não ocorrer a ingestão da pasta e a superdosagem. Após os três anos os cremes devem ser substituídos pelos infantis com 1.100 PPM de flúor, desde que a criança já esteja treinada em cuspir o creme durante a escovação.  

Mais informações;
Dra. Gabriela Schneider 
Formada em Odontologia pela PUC/RS, especialista em Odontopediatria pela Unicamp, é membro da Associação Paulista de Odontopediatria e trabalha no Ateliê Oral desde 2000 na área de prevenção, saúde bucal e odontopediatria. Faz acompanhamento da saúde bucal das gestantes desde o primeiro trimestre de gravidez.
Contato:
marketing@atelieoral.com.br  
www.atelieoral.com.br
Ateliê Oral
Rua João Lourenço, 564 
Vila Nova Conceição - São Paulo fone (11) 3040-8888

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Psicóloga, mãe e empresária; adora viajar, conhecer pessoas e culturas diferentes.

Mônica Mastrantonio Martins

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